Eu entendo os fãs do Bolsonaro

Acho que eu entendo essa galera que, daqui, do alto da minha ignorância, olho e acho que falam e pensam absurdos.

Seguidores do Bolsonaro ou do Trump, negacionistas do aquecimento global, quem acha que a maior parte das pessoas que reclamam de racismo estão exagerando, que mulheres não tem desvantagem em relação a homens, quem acha que todos tem as mesmas chances na vida e que se não conseguem nada é porque não se esforçam. Sabe? Todo mundo tem alguém por perto que se orgulha dessas opiniões, como se tivesse em uma grande cruzada rebelde, contra o status quo, contra a massa manipulada que acredita em tudo que dizem, só porque é “politicamente correto”.

A gente olha pra essas pessoas e parece que elas são monstros enfurecidos, que destilam ódio gratuitamente, prontas para humilhar quem passa por perto. Claro, muitas de fato são assim. Mas quando olho mesmo, tenho a impressão de que, no fundo, essa visão é uma espécie de crença em conto de fadas. Algo meio infantil, apesar de coberto de agressividade.

Eu também só queria acreditar que não existe aquecimento global, que racismo e machismo não existem, que é tudo mimimi, que as pessoas é que são fracas, eu que sou forte e posso ter tudo o que eu quero, basta me esforçar. Seria demais se o corpo realmente tivesse todos os anticorpos necessários e desse conta de doenças sem a necessidade de vacinas. Imagina só, se pudéssemos mesmo comer à vontade tudo, sem o risco de câncer, ou se a economia não estivesse agredindo nosso planeta e desse pra continuar eternamente no mesmo ritmo de extração de recursos naturais, focando no enriquecimento próprio.

Eu também queria que os tempos não mudassem, que fosse fácil de entender as pessoas, que todos pensassem como eu e concordassem comigo. Sério.

Seria muito mais fácil olhar pra tudo de maneira binária. Certo e errado. Bom e ruim. Gosto e não gosto. Eu contra eles. E fim.

Ia ser massa se o mundo fosse assim.

Mas não é.

Não morra frustrado: a alegria por meio de projetos paralelos


Vivemos uma época na qual repercute-se para todos os lados o mantra “trabalhe com o que você ama”.

Vejo algumas pessoas tratando a possibilidade de se colocar a força de trabalho em favor de algo que se goste quase como uma bala de prata que garante felicidade eterna. Há até uma citação que atribuem ao Confúcio (e que eu duvido ser dele mesmo) que diz “Escolha um trabalho que você ama e não vai precisar trabalhar nenhum dia de sua vida”.

Vejo dois caminhos se repetindo.

  1. A pessoa consegue construir uma profissão ao redor de algum hobby ou paixão como escrita, tricô ou ilustração, só pra descobrir que independente de todo o amor que se nutria por aquela tarefa, ser obrigado a fazer algo diariamente transforma essa atividade em um trabalho qualquer, cheio de pressão para gerar dinheiro e sapos para engolir de clientes desaforados.
  2. Você trabalha com uma atividade que odeia e aí sim, o trabalho é só trabalho, chicoteando você todos os dias para sair da cama e garantir o salário do mês.

Claro, não existem só dois casos possíveis. Óbvio que existe gente que consegue ser mais ou menos feliz estimulando-se de diferentes formas para garantir o interesse pelo trabalho.

Mas, a menos que o seu trabalho seja abusivo, beire a escravidão ou seja algo realmente nocivo pra sociedade, isso você pode fazer também sem amar o que faz. É mais uma questão de postura, de investigação e curiosidade do que, propriamente da natureza do trabalho.

Em geral, olhamos com paixão para trabalhos que de alguma forma tendem a enaltecer nosso ego ou tragam alguma ilusão de prestígio, como a música ou, sei lá, poesia.

Mas raramente refletimos sobre a quem esse mantra serve, como ele é usado para nos tornar ainda mais escravos, dedicando nosso tempo para mover engrenagens que, no final, vão nos descartar como as ferramentas desgastadas que eventualmente nos tornamos.

Mas esse não é bem o meu ponto.

Ao invés de depositar no seu ganha-pão a obrigação de ser mais do que sua fonte de sustento e demandar que ele também preencha seu vazio existencial, você poderia trabalhar na exata coisa que faz e encontrar satisfação de outra forma, por outra via.

O que vim sugerir é que talvez você possa tentar uma rota alternativa.

Experimentar um certo distanciamento sobre sua vida profissional em prol do uso construtivo do seu próprio tempo, para efetivamente ser e fazer aquilo que se ama sem a pressão de transformar sua paixão em um negócio.

Por que *não* ter um projeto paralelo

A tentação é enorme de pensar em um projeto paralelo como mais uma atividade para preencher sua agenda e, no final do dia, você poder se gabar para alguém que está num turbilhão, cheio de coisas pra fazer e não tem tempo pra mais nada.

Também é muito fácil pensar nele como mais uma forma de sustento. De montar uma outra carreira e, talvez, sair do seu emprego que gera tanto sofrimento.

Eu entendo a ansiedade. Eu mesmo penso assim muitas vezes.

Sim, pode ser que consiga uma grana fazendo o que faz.

Mas a maior graça de ter um projeto que não precisa gerar lucro, nem tem que atender à demanda de um cliente ou chefe, é a liberdade total. Poder fazer o que quiser sem dar satisfação pra ninguém. É sentir-se contente por ter tirado do papel algo que sonhou. Felicidade pela mera criação, pura e simples.

Uma boa parcela do sofrimento que um emprego nos causa vem pela identificação pessoal que levamos para o trabalho. Assim, quando um chefe nos pede para fazer algo que não concordamos, isso torna-se um pequeno martírio cotidiano.

Dedicando uma parcela do seu tempo a um projeto além do seu trabalho do dia a dia você pode tirar um pouco do peso que ele tem. Afinal, você pode ir lá, prestar seu serviço, pagar suas contas e voltar para casa pra focar naquilo que realmente traz significado pra sua vida.

Comece pequeno

Há gente bem megalomaníaca. Falando por experiência própria, prefiro determinar escopos muito simples para meus projetos.

Meu site pessoal, por exemplo, é bem básico. Uma página frontal, duas ou três sessões e um formulário de contato.

Meu EP tem três músicas. Cada uma delas tem, no máximo cinco instrumentos, com linhas que eu mesmo sou capaz de tocar.

Quando eu praticava escrita diariamente, determinava dez minutos de prática. O mesmo para guitarra e para canto.

Se você tem um projeto, ao invés de pensar em algo gigantesco que possa colocar mil pré-requisitos que vão se transformar em obstáculos, pode valer a pena diminuir o escopo para ter uma entrega mais simples e viável.

Eu garanto que, com o tempo, quando começar a ver as coisas indo pro mundo e os frutos aparecerem, você vai me agradecer. 😉

Aceite que vai ser devagar

Quando eu comecei o processo de gravação do meu primeiro EP, achei que eu conseguiria finalizá-lo em um mês.

A realidade não poderia ter sido mais diferente. Seis meses depois, eu mal conseguia agendar sessões de estúdio ou reuniões com o meu amigo que seria o produtor.

Em algum momento, tive que tocar o projeto sozinho. E isso tornou tudo ainda mais lento. Eu tinha mil dificuldades que precisava superar para tirar o projeto do papel.

A lentidão me frustrou bastante, confesso, mas por sorte tive amigos ao meu lado que me incentivaram a continuar, apesar dos resultados pouco expressivos em termos de velocidade.

A palavra-chave é: rotina e previsibilidade

Quando percebi que não adiantava correr, eu criei um método.

Eu chegava em casa todos os dias e fazia pelo menos uma coisa.

Eu não tinha um cronograma para o final do projeto. Tinha uma lista de tarefas e essa missão: uma só tarefa por dia.

Muitas vezes, eu fazia bem mais do que uma tarefa. Eu começava, me animava e trabalhava no máximo duas horas. A ideia era que eu nunca me esgotasse, pra não perder a motivação para continuar no dia seguinte.

Mesmo quando eu estava mal, cansado, esgotado por um dia de trabalho especialmente ruim, eu fazia uma pequena coisa e ia dormir. Eu não precisava pensar muito, não consumia muita força de vontade decidindo os próximos passos ou com uma expectativa absurda.

Eu só tinha um gatilho claro: chegar do trabalho. Uma só tarefa. Um teto: duas horas de trabalho, no máximo.

Quando vi, a lista tinha acabado e meu EP estava pronto. Fiz o mesmo para o meu site e outros pequenos projetos que executei.

Ver que o projeto não parou, independente de ter avançado lentamente, é um fator bastante motivador.

Aprenda fazendo

Uma das principais vantagens: quando você faz algo, vai se deparar com o tamanho da sua ignorância.

Isso é maravilhoso!

É aqui que o seu crescimento se torna palpável. Você vai precisar estudar, pensar em alternativas, enfim, ser criativo.

Eu acho que, por si só, isso é uma recompensa. Mas sei que tem gente que enxerga as coisas em termos funcionais acima de tudo. Caso você seja uma dessas pessoas, posso dizer que, sim, esses aprendizados podem ser extremamente úteis na sua carreira, a qualquer momento. Afinal, aumenta suas habilidades, capacidade criativa e pode até virar parte do seu portfólio profissional.

Desista de ser bom

Sempre bato nessa tecla, mas nunca é demais.

Desista de ser bom. Faça.

Nada vai ser igual ao que você imaginou.

Esse texto, por exemplo, antes de sentar pra escrever pensei que ia ser outra coisa. Mas aqui estou, desenvolvendo o caminho que se apresentou.

Não pense em dinheiro, aproveite a liberdade

Nos meus projetos, eu sou o chefe.

A menos que eu tenha algum parceiro (o que também é bem legal), sou eu quem tomo as decisões. Não tenho clientes para agradar, não preciso dar satisfação de nada.

Seja lá o que eu ache que vai funcionar, eu posso fazer.

Na música, por exemplo, se eu quiser soltar um álbum instrumental, um disco de soul e outro de folk no mesmo ano, eu posso. Se ninguém gostar, pelo menos eu gostei de fazer.

Eu vejo muita gente preocupada se os seus esforços vão ser lucrativos. Elas pensam em modelos de negócios, como vão vender, campanhas de marketing enormes, projetos super ambiciosos, antes mesmo de identificar a profundidade da satisfação que podem usufruir a partir daquele pequeno projeto. No final, quando a realidade bate, o livro ou software não vende tanto e não se torna a porta de saída do seu emprego de merda, a frustração bate.

Não que seja errado planejar todas as pontas e fazer seu projeto de forma profissional. Com sorte, sim, ele pode render bem mais que umas horas de satisfação brincando com as suas descobertas. Eu também gosto de pensar tudo até o fim. Mas é bom baixar a bola com relação à expectativa pra não quebrar a cara e matar todo o potencial de satisfação da sua empreitada.


O meu projeto paralelo que vem rendendo mais felicidade é o EP De Volta Pra Casa que acabei de lançar.

Praticamente todo dia recebo mensagem de algum amigo ou amiga dizendo que está ouvindo em algum lugar. É muito gostoso.

Tem um tipo de felicidade em colocar algo no mundo sem grandes pretensões que não tem preço. Você sente energia fluindo dentro de você por estar dedicando seu esforço de maneira construtiva e, depois, acaba colhendo muito carinho por melhorar o dia de uma pessoa de alguma forma.

Além disso, você nunca sabe onde pode chegar. Há um ano eu não conseguia juntar uma banda nem que quisesse. Nesse momento, estou trabalhando em uma festa de lançamento com mais quatro parceiros e eles já se ofereceram para me ajudar na produção do meu próximo EP.

Sim, é bastante trabalho e esforço. Eu poderia ter visto muito mais filmes e séries, ter dado like em muito mais fotos no Facebook e Instagram. Mas garanto que não estaria escrevendo esse texto e transbordando satisfação como estou agora.


Ouça meu single Entrega

Acabei de lançar um single chamado Entrega. Se quiser me fazer feliz, não economize nas palmas aqui embaixo mas também ouça minhas músicas, deixe um recado, siga meu Instagram ou no Spotify. Assim eu garanto que você faz o meu dia. 🙂

Como escrever melhor em 22 livros


Uma lista de livros para ajudar na sua jornada para ser um escritor dos bons

Não tem jeito. Escrita é suor. Quanto mais você escrever, melhor.

É importante ler também, claro. Analisar, entender o que cada autor utiliza como recurso para expor suas ideias ou construir uma narrativa.

Mas, para além desse trabalho de tatear às escuras e ganhar experiência, também é essencial ter um direcionamento, saber exatamente pra onde você está indo, colher informação sobre o que funciona e o que não funciona.

Essa é uma coletânea de bons livros de técnica pra quem quer entender melhor essa arte.

Foquei ao máximo em livros em português, mas não pensei antes de adicionar também algumas boas opções em inglês. 🙂

Writing Tools: 50 Essential Strategies for Every Writer (Roy Peter Clark)


Para ler como um escritor (Francine Prose)


Sobre a escrita (Stephen King)


Como escrever bem (William Zinsser)

Não achei a capa brasileira em uma boa resolução 🙁

Como escrever diálogos (Silvia Adela Kohan)


Writing Down the Bones: Freeing the Writer Within (Natalie Goldberg)


A jornada do escritor (Christopher Vogler)


Como funciona a ficção (James Wood)


Story (Robert McKee)


Vencendo o desafio de escrever um romance (Ryoki Inoue)


Coleção Viver & escrever (Edla van Steen) Parte 1; Parte 2; Parte 3


A arte da ficção (David Lodge)


A arte de escrever (Arthur Schopenhauer)


Save the Cat!: The Last Book on Screenwriting You’ll Ever Need (Blake Snyder)


A personagem de ficção (Antonio Candido, Anatol Resenfeld, Décio de Almeia Prado e Paulo Emílio Salles Gomes)


O zen e a arte da escrita (Ray Bradbury)


Cartas a um jovem poeta (Rainer Maria Rilke)


Como melhorar um texto literário (Felipe Dintel e Lola Sabarich)


Oficina de escritores (Stephen Koch)


Palavra por palavra (Anne Lamott)


Para ser escritor (Charler Kiefer)


Roteiro de cinema e televisão (Flavio de Campos)


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Nos vemos segunda que vem!


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Você é mais burro (ou inteligente) do que pensa


Somos péssimos em avaliar nossa própria competência (então não deixe isso te parar)

Eu sei que já falei isso aqui, mas no dia 30 de maio eu lancei meu EP e achei que antes de seguir com o experimento recém iniciado, valia a nota sobre isso.

Como sempre, achei que valia um texto compartilhando um pouco dos aprendizados ao longo do caminho.

Fui vítima do efeito Dunning-Kruger

Ainda lembro do dia que finalizei o trabalho no EP.

Declarei muitas vezes o trabalho como concluído, só pra olhar depois e encontrar vários defeitos. As vozes não estavam muito boas, a mix não estava soando do jeito que eu queria, a captação não estava lá naquele ponto.

E a questão não era tanto assim o resultado, mas um tipo de cabeça-durismo e ignorância minha. Eu achava que dava pra fazer o negócio ficar bom sem ter estudado apropriadamente pra isso.

Então, algo que poderia facilmente ter sido concluído em um mês (ou dois), estendeu-se por mais de um ano.

Nada como colocar a mão na massa pra entender que você é provavelmente bem mais burro do que pensa.

Existe um nome pra isso: Efeito Dunning-Kruger.

Trata-se de um viés cognitivo no qual uma pessoa com baixa habilidade técnica entende-se com uma superioridade ilusória perante uma determinada tarefa. E, ao mesmo tempo, uma pessoa com alta capacidade técnica tende a subestimar suas próprias habilidades e superestimar as habilidades dos outros.

Resumindo: somos péssimos ao julgar nossa própria competência ou incompetência.

Então, pense você ser mais ou menos competente, não deixe isso te parar.

Você pode até ser inteligente, mas ainda vai precisar de ajuda

No meu caso, em algum momento precisei aceitar minha ignorância e o fato de que não há atalhos.

Vale, antes de continuarmos, uma nota: eu sempre me orgulhei de ser autodidata, de conseguir pegar algo e ir aprendendo enquanto tinha que desenrolar a coisa.

Mas esse modo de operação tem um limite. Você perde tempo demais quebrando a cabeça e cometendo erros que os outros já cometeram quando poderia abaixar a cabeça e aproveitar o conhecimento já acumulado.

No meu caso, em um certo momento fui obrigado a sentar a bunda, procurar material, tomar aulas, organizar as ideias e confiar nos pitacos de quem tinha mais experiência.

Isso foi uma lição de humildade pra quem achava que dava conta de resolver tudo sozinho.

Você pode até ter um plano, mas nunca sabe o que vai acontecer ao final do caminho

Eles dão um nome pra isso: serendipidade.

Lá no começo eu tinha um planejamento totalmente diferente do que seria do meu EP.

Tudo começou com um amigo me convidando pra fazer umas músicas. A ideia era finalizar em um mês. Nem preciso dizer que tomou muito mais do que o esperado. Tivemos mil imprevistos. As ideias iniciais pra arranjo, letra, estrutura… tudo mudou. O que era pra ser algo feito praticamente no improviso acabou virando um trabalho meticuloso.

Por outro lado, aprendi bastante no processo. Descobri muito sobre minha forma de criar, sobre quem sou como artista, do que realmente sou capaz e, principalmente, quando é melhor confiar no que me é sugerido e desencanar das minhas próprias ideias.

Posso não ter chegado ao final de tudo com o que achei que seria o meu material, mas sem dúvidas terminei mais maduro.

(E, cá entre nós, estou bem satisfeito.)

Não existe caminho fácil (ou: você vai precisar praticar)

Como já falei ali em cima, eu realmente achava que conseguiria pegar minha guitarra e sair cobrindo todas as lacunas pra deixar minhas músicas boas.

Só que, nem de longe, foi assim. Eu até conseguia, no começo, sair colocando algumas ideias que solfejava. Mas, depois de um certo tempo, eu não tinha repertório. Ouvia milhões de vezes os trechos, sabia que faltava algo, mas não sabia o que fazer.

Outra coisa que acontecia com uma certa frequência era eu não ter a mão pronta pra tocar algo que imaginava.

Não teve jeito. Precisei estudar.

Sentei a bunda, procurei livros de teoria musical, pratiquei por horas as partes que precisava.

Ou seja: ainda que você ouça muita música, veja muitos filmes, vídeos do TED ou cursos na web, vai precisar treinar.

Você precisa fazer o caminho que esses caras fizeram pra ter essas habilidades internalizadas. Talvez você tenha de voltar ao básico, sedimentar bem alguma técnica cujo aprendizado pulou lá atrás.

É trabalho pra caramba, mas compensa.

Tenha pessoas em quem possa confiar para pedir pitacos

Eu não sei o que seria de mim sem as pessoas que me apoiaram nesse processo.

E uma parte dolorida disso foi ouvir inúmeras vezes que uma determinada performance não estava bom, que um arranjo estava fora do lugar, que algo precisava ser lapidado.

Não é fácil, quando você quer tirar a coisa do papel e quer ser bom. A vontade de receber elogios acaba se confrontando com a realidade.

Dói, mas é muito melhor ouvir, realmente levar em consideração os pitacos e fazer o seu melhor.

Os feedbacks podem ser contraditórios (e você vai ter de tomar decisões)

O outro lado disso é que nem sempre as pessoas têm os mesmos gostos e opiniões. Por vezes, duas pessoas que você gosta muito vão ter opiniões diferentes sobre uma mesma coisa.

Então, não vai ter jeito: você vai precisar entender qual efeito pretende gerar, aceitar a realidade de que não dá pra agradar todo mundo e tomar uma decisão.


Esses foram alguns dos aprendizados que tive na produção do meu EP. Fico super feliz de chegar aqui e poder compartilhar isso com vocês.

Claro, tive muitos outros insights no caminho e, se me deixar, fico falando o dia inteiro, mas todo texto precisa ter seu fim.

E, como nunca é demais deixar claro: ainda que você esteja errado sobre sua competência, partir pra ação e se descobrir mais burro ou mais inteligente do que pensa tende a só gerar bons efeitos.

Além da satisfação de aprender tanto e ter nas mãos a conclusão de algo que deu tanto trabalho, é demais colocar no mundo algo seu e receber a apreciação de tanta gente carinhosa. Você sempre ganha muito mais partindo pra ação.


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Uma das poucas coisas que peço em troca é: se gostou do material, me siga, favorite o texto e compartilhe. É de graça e indolor pra você, mas ajuda algo que foi bom pra você a chegar em bem mais gente.

Se tiver algo a complementar no texto, não deixe de comentar. Todo mundo ganha.

Nos vemos segunda que vem!

O que aprendi fazendo tudo errado


Depois de meses à deriva, chega o momento de arrumar a bagunça

Eu já escrevi um bocado falando sobre experimentos de produtividade e life hacking que experimentei.

É legal quando você se dedica a fazer esse tipo de coisa por que, de fato, sua vida fica mais fácil.

Porém, em algum momento, eu simplesmente cansei. Eu não sentia energia pra nada e desisti de todo e qualquer método de controle, de tentar manter uma rotina. Deixei de ser capaz até de voltar aos trilhos em um tempo razoável.

Parecia que não valia a pena ou que era desnecessário, que dava pra ir levando.

Pois bem, agora chegou o momento de tentar entender essa bagunça e colocar ordem na casa.

Enquanto vou retomando o eixo, compartilho com vocês o tamanho do meu problema.

Eu não tinha horários

Muito do que vou falar daqui pra frente surge a partir desse ponto básico.

Vale frisar como essa primeira desorganização que surgiu a partir do cansaço, me conduziu a uma série de maus hábitos que só pioraram a minha qualidade de vida.

Um belo dia, decidi não acordar cedo, depois comecei a trabalhar após o almoço, então, segui trabalhando até meia-noite e dormi imediatamente em seguida ao fim do meu trabalho do dia.

Um dia de trabalho desordenado desencadeou meses de caos.

Eu não me alimentava bem

Sem horários e sempre correndo contra o relógio, uma das consequências foi eu parar de cuidar da minha alimentação. Comer todo dia fora de casa (ou pedindo delivery) é uma bela receita para se alimentar mal e gastar muito dinheiro. Afinal, é bem mais fácil usar o ifood pra encomendar uma pizza do que preparar algo que preste.

Eu dormia mal

Dormir mal não é necessariamente dormir pouco.

Às vezes, você está tão estressado que por mais que tenha dormido dez horas, acorda com o corpo dolorido, tenso, preocupado e atrasado.

Acordar em cima da hora, estender o horário de trabalho e dormir exausto virou minha rotina.

Eu não me exercitava

Como eu estava sempre atrasado com as minhas demandas. Óbvio que não sobrava tempo para cuidar de mim, do meu corpo. Engordei, passava muito tempo dolorido, cansado, sem disposição…

Parei de cultivar hobbies e outras atividades prazerosas

Atrasado, preocupado, estressado, sem me alimentar direito e sem me exercitar, meu trabalho virou toda a minha vida.

Sem finais de semana pra descansar, sem um tempo pra sair da agitação mental pra poder dormir melhor todos os dias, com mil preocupações correndo pela minha cabeça, eu não tinha sequer espaço mental pra pensar em fazer as atividades que me dão mais prazer na vida: escrever e tocar música.

Também não tinha mais tempo pra ver filmes, ler um livro, aprender algo novo… dá pra ver bem onde isso vai dar.


Ainda que seja perfeitamente natural estar sem energia em algum momento e pedir uma folga pra si mesmo, isso não pode ocorrer por tempo indeterminado. Um dia de estresse, cansaço e desânimo não pode ser desculpa para fugir sem saber a dos hábitos que fazem você levar uma vida melhor.

É importante ter algum tipo de checagem a seu favor, que faça você lembrar de voltar ao fluxo. Caso contrário, corre o risco de perder muito tempo levando a vida de maneira desordenada.

Meu experimento daqui pra frente

Mudar hábitos não acontece da noite pro dia.

É preciso foco e disciplina, principalmente. Mas como exercitar disciplina em meio ao caos? Como sair de um fluxo de desatenção e mudar para outro tipo de rotina?

Nesse momento, minha vida está mal. O único passo que dei até aqui foi o de diagnosticar algumas frentes pra atuar. Esse texto é isso.

Sei que o complicado falha. Não dá pra mexer em tudo ao mesmo tempo, pois já enfraquecido, a tendência a cair por falta de força é enorme.

Além disso, eu raramente funciono quando me fecho na proteção da minha privacidade. Sozinho, eu sou um fracasso.

Então, vou tirar a semana pra fazer uma prática por vez. Anotar os resultados e insights, fazer um texto e só então adicionar uma nova camada que vai passar pelo mesmo processo.

A ideia é dar um jeito nessa bagunça me apoiando em vocês. Aceito dicas, sugestões, insights… essa participação é essencial pra mim. E o compromisso público é especialmente motivador.

Essa semana, faço o compromisso de acordar cedo todos os dias. Vou pensar e testar métodos e semana que vem volto pra contar.

Até lá!


Normalmente, eu publicava meus textos às terças, mas pra esse compromisso funcionar, é melhor começar às segundas. É uma checagem mais fácil de se fazer.

Então, mudo a data de publicação pra segunda-feira às 10hrs da manhã, a partir de hoje.

Nos vemos semana que vem!


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A falta que faz a felicidade banal

Um dos maiores clichês do blues são as canções que começam com “acordei essa manhã e… x coisa”.

Vou me dar a liberdade de começar esse post desse exato jeito.

Acordei essa manhã, coloquei a água para esquentar, em seguida, passei manteiga no pão. Depois, voltei ao fogão, a água ainda não estava fervendo.

Foi o tempo de colocar algumas colheres de café no filtro e, então, pude notar as bolhas se agitando na água. Enquanto passava o café e sentia aquele cheirinho maravilhoso tomar conta da casa, me dei conta do quanto aquilo me deixava contente.

Café com leite e pão com manteiga. Só isso.

Passei a lembrar de outras felicidades banais que a correria, o estresse no trabalho ou mesmo a mera falta de atenção me fazem deixar pra lá.

Fiz uma pequena lista que postei no Facebook, mas que decidi colocar por aqui também.

Eis a minha lista de felicidades banais que hoje me fazem falta.

1. Jogar videogame com o meu irmão depois da escola.
2. Tempo livre pra fazer nada.
3. Tapioca com suco de acerola da minha avó.
4. Andar de bicicleta com os meus amigos da escola.
5. Tomar café de tarde com amigos.
6. Ensaio semanal com a banda.
7. Ir pra Estação das Docas, em Belém, e ficar de bobeira lá, pegando vento na cara no final da tarde.
8. Visitas inesperadas
9. Passar a tarde desenhando 
10. Jogar RPG e criar histórias com os amigos
11. Ouvir um disco e conversar sobre ele com alguém, com foco total nisso

Algumas dessas coisas já não posso mais fazer, já que a infância ou a adolescência se vão há bons anos.

Mas ando pensando que vale abrir o espaço ou exercitar a presença para estar lá ao ponto de ver e realmente aproveitar essas pequenas felicidades.

Se alguém estiver lendo por aí, tem alguma felicidade banal que anda fazendo falta?


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Home Office: cuidados para não sacrificar a saúde


Sem os devidos cuidados, sua alimentação, corpo e mente podem ir pras cucuias.

Trabalhar em casa pode ter seus benefícios.

A comodidade, o conforto do lar, a possibilidade de evitar aquelas horas no trânsito, o silêncio e, enfim, a chance que você precisava para atingir aqueles níveis de concentração que tanto sonhava.

É lindo.

Por outro lado, há muitas armadilhas e deslizes possíveis.

Em geral, ouvimos falar de dificuldades que podem minar sua produtividade e atrapalhar seu trabalho. No entanto, apesar de esses serem problemas possíveis, há outros que podem acabar só sendo percebidas quando for tarde demais.

Assim como em escritórios tradicionais, no regime de home office também há pessoas sofrendo por excesso de trabalho/burnout, problemas de postura que se desenvolvem com o passar dos anos, sedentarismo, e também ansiedade e estresse.

Vamos falar sobre como evitar que o trabalho remoto acabe gerando problemas de saúde.

Alimentação

Uma das áreas da vida que primeiro costumam ser afetadas pela estadia em casa é a alimentação. Afinal, é muito fácil pegar o primeiro congelado ou junk food que aparecer pela frente, só pra não ter o trabalho de cozinhar e lavar as louças.

As consequências, claro, todos sabemos. Você fica gordo, indisposto e acaba prejudicando sua saúde.

Nesse caso, é essencial se antever à indisposição e ter alimentos fáceis e rápidos, porém saudáveis.

Segundo a Débora Navarro, alimentos carregados em carboidrato reduzem nossa produtividade, pois impelem nosso organismo a querer, de tempos em tempos, mais glicose, com consequente aumento na insulina. O resultado é fome constante. Então, ainda que pães, bolachas, doces e iogurtes artificiais sejam uma delícia, é melhor evitar.

A dica que ela dá é cercar-se de proteínas, gorduras, água e chás.

Para os lanches rápidos, iogurte natural com castanhas, amendoins (sem ser light/desnatado/diet) ou quadrados de queijo (de verdade, sem ser light e ou processados).

Para o almoço, vegetais, legumes ou saladas, previamente lavados e picados, o suficiente para uns 4 ou 5 dias. O segredo é deixar tudo já lavado e picado. Você vai precisar de uma meia hora em sua semana. É muito importante que já estejam prontos e acessíveis, para evitar que a preguiça vença. Então, pegue uma tigelona, acrescente muitas folhas e grelhe qualquer carne/peixe/frango da maneira que for mais rápida e conveniente. Pronto, almoço expresso e saudável.

Excesso de trabalho/burnout


Se você está trabalhando em regime remoto, as chances são grandes de que você seja autônomo e, portanto, não usufrua dos benefícios da CLT. O que, basicamente, quer dizer: sem FGTS, 13º e sem férias.

Além disso, a preocupação em não ter sua fonte de renda no mês seguinte pode acabar se tornando um motivo (e dos bons) para se manter trabalhando em excesso, por anos a fio.

As consequências da imposição de estresse excessivo e prolongado ao corpo e à mente costumam vir depois de algum (pouco) tempo. Aumento nos níveis de ansiedade, insônia, irritabilidade, cansaço, dor de cabeça, etc.

Saulo Cardoso, Publicitário, conta como foi pra ele essa experiência:

“Tive alguns problemas de saúde, mais especificamente no coração, palpitações, por conta de estresse. Trabalhei uns 4 anos diretos sem tirar férias, foram 4 anos pingando de trabalho em trabalho e nunca fechava o ciclo de 1 ano pra tirar férias. Aparecia uma oportunidade melhor hoje, amanhã já começava no lugar novo. E a rotina de publicidade já não é nada leve, esticar horários, prazos, levar trabalho pra casa (quando dava) foi sugando até que comecei a sentir umas palpitações no coração.

Fui ao médico, fiz exames e ficou constatado que foi causado por causa de estresse juntamente com o sedentarismo que tava na época. Sempre fui ‘atleta’, jogando ou pedalando e passei por um período longo sem praticar nada porque o tempo não era muito.”

Paula Longo, auditora independente, também tem um relato sobre ficar sem férias.

“Estou há cerca de 8 anos sem tirar férias. No meu ramo de atuação, temos uma sazonalidade muito forte, então, de janeiro a abril, eu trabalho 12 ou 14 horas por dia. No resto do ano, as 8 horas normais são suficientes.

Há alguns anos comecei a sofrer de enxaqueca (provocada pela tensão). Atualmente, além da enxaqueca, convivo com alguns ataques de ansiedade e (raros) ataques de pânico, estou há cerca de 3 meses gripada, tenho dores no corpo e durmo mal. Mas eu amo meu trabalho…”

Pra não cair nessa armadilha, é importante saber a hora de parar. Não é legal trabalhar até o limite do cansaço da mente e do corpo. Ou seja, estipular o seu expediente, ou uma meta de produção pode colocar um freio nas horas ininterruptas de trabalho.

Na esfera diária, também pode ser interessante ter intervalos claros, como um horário para as refeições, pausas para descansar ou um método de controle de tempo, como o Pomodoro.

Além disso, pode ser útil colocar no seu planejamento financeiro uma reserva para férias. Assim, você junta o dinheiro em uma conta que vai se tornar o seu benefício em um ano e vai permitir que você se ausente o tempo que for necessário.

Socializar é importante

Já vi alguns textos falando para sair e ver pessoas como uma forma de manter suas habilidades sociais intactas. Sinceramente, não me apetece essa visão instrumentalista das relações.

Mas sei que é fácil ficar dentro de casa e começar a ter um apego ao isolamento e se sentir incomodado quando qualquer pessoa se aproxima e ameaça a sua pretensa paz. Então, com o tempo, você vai ficando cada vez mais bicho do mato. O que é ok, se for uma decisão voluntária. O problema é que isso pode ir acontecendo e você nem perceber.

Além disso, estar em contato com outras pessoas pode ser uma boa forma de escapar da bolha do trabalho e relaxar.

Somos humanos, você sabe.

Iluminação, ventilação e limpeza


A menos que algo esteja muito errado, é raro vermos as pessoas se preocupando com esses três itens. Iluminação e ventilação, em especial, só costumam virar objeto de atenção se você estiver trancado em um container.

Mas a verdade é que esses aspectos do espaço onde você está fazem toda diferença e podem prejudicar sua performance e gerar problemas de saúde.

Uma iluminação ruim pode afetar sua visão ou, como aconteceu com o Gus Fune, da Epic Awesome, a falta de luz do sol pode gerar ausência de vitamina D e conduzir a uma depressão.

“No começo do ano começou uma obra na fachada do meu prédio que, basicamente, tapou todas as janelas de casa por alguns meses. Em meados de agosto fiz um exame de rotina e minhas taxas de vitamina D estavam extremamente baixas, na casa de 10 (unidade usada), sendo que menos de 30 já é considerado abaixo do ideal.

Junto disso às vezes dormia mais de 16h seguidas, tinha falta de disposição e alguns comportamentos que poderiam ser diagnosticados como depressão, que é uma possível consequência fisiológica da falta dessa vitamina.

Desde então, mudei meus hábitos pra me forçar a sair de casa, pegar alguns minutos de sol todo dia e garantir que isso não ocorra novamente. Fiquei mais de um mês tomando medicação para regularizar os níveis de vitamina. Foi uma fase complicada, mas serviu pra me alertar sobre a importância de se cuidar, ainda mais em uma rotina de trabalho em que não é necessário sair de casa.”

Falta de ventilação, ar condicionados sem manutenção e limpeza precária também podem conduzir a doenças respiratórias e alergias.

Ou seja, ao ficar em casa, nada de desleixar de vez do espaço e deixar a poeira acumular.

Problemas de postura

Ergonomia e postura são questões maiores.

É bem provável que você vá, literalmente, passar a maior parte do seu dia, semanas e meses a fio, sentado em frente a um computador. Por isso, não tenha pena de comprar a melhor cadeira que o seu orçamento permitir.

Também não descuide da postura. Sente-se com a coluna ereta, dê pausas, alongue-se.

Evite os males do sedentarismo

É um consenso que o sedentarismo é péssimo pra saúde e está associado à perda de flexibilidade, hipotrofia muscular, hipertensão, diabetes, aumento do colesterol e infarto. Segundo pesquisa da revista médica Lancet, 13% das mortes no Brasil têm conexão com o sedentarismo.

Então, há muitos motivos para evitar que o descuido com a saúde se torne regra.

O Eduardo Amuri, nosso consultor financeiro favorito, sugere marcar uma hora do dia com a rigidez de um compromisso com um personal trainer ou outra pessoa. Algo que você faz sem falta. Ele sai para correr três vezes por semana, por exemplo, antes de tudo o que tem pra fazer no dia. “Se não for assim, eu não faço”.

* * *

Nota: Esse artigo foi publicado originalmente no Papo de Homem e faz parte de uma série sobre Home Office.


Ouça meu single Entrega

Acabei de lançar um single chamado Entrega. Se quiser me fazer feliz, não economize nas palmas aqui embaixo mas também ouça minhas músicas, deixe um recado, siga meu Instagram ou no Spotify. Assim eu garanto que você faz o meu dia. 🙂

Home office: como se organizar para ter uma rotina eficiente de trabalho


Dicas e mais dicas para ficar longe das armadilhas do trabalho remoto

No Brasil, esse ainda está longe de ser o padrão, mas trabalhar de casa já é realidade pra muita gente.

E há uma tendência que movimenta força de trabalho para esse modo de operação, graças às facilidades de comunicação que as melhores conexões com a internet acabam trazendo.

Claro, há áreas menos propensas a essa mudança do que outras, devido à natureza do trabalho e certas dificuldades estruturais. Mas seja como freelancer ou contratado por alguém, em determinadas atividades é perfeitamente viável cortar da sua rotina o longo traslado para o escritório e fazer suas atividades no conforto do lar.

Segundo dados da Workana, uma plataforma que conecta contratantes e trabalhadores freelancers, a área de atuação mais popular na sua base brasileira de usuários é Design e Multimídia, com 32%, seguida por TI e programação com 31% e Tradução e Conteúdos, com 14%.


A iniciativa também não surge só por parte dos trabalhadores, mas também de empresas como a IBM, que desde 2009 tem 20% dos seus funcionários trabalhando em regime remoto. Além disso, há previsões de que em 2020 metade dos trabalhadores americanos estarão em home office.

Porém, transformar sua morada em um local de trabalho, apesar das vantagens, tem também inúmeras armadilhas. Aqui vamos falar sobre algumas e como evitá-las.

Preparando o ambiente

Quando você decide transformar sua casa no seu local de trabalho, alguns cuidados são necessários pra não passar perrengue.

Nos primeiros momentos, é possível que você se pegue precisando de todo tipo de coisa e vendo que vai ter que sair de casa pra conseguir esses objetos, afinal, quando se está em um escritório, é comum que alguém resolva esses detalhes pra você.

A dica que deixo é: tenha uma lista de tudo que acabar sentindo falta. Depois, mantenha essas coisas em estoque e sob fácil acesso.

Aqui uma ideia do que você pode acabar precisando:

Equipamento básico: notebook, tablet, ferramentas, papel e caneta, caderninhos de anotações, telefone, tinta na impressora (caso use).

Internet: a mais rápida e confiável possível. Não dependa apenas do modem/roteador da operadora. Compre um mais eficiente pra ter a melhor conexão.

Alimentação: é importante estar abastecido. Mercado em dia, geladeira cheia. Nada é pior do que perder um tempão com fome, sem saber o que comer e acabar empurrando pra dentro o primeiro fast food que encontrar. Comer em casa pode ser a sua oportunidade de economizar e alimentar-se de maneira minimamente saudável. É só facilitar sua vida e se antecipar ao seu eu preguiçoso, tornando o mais fácil possível seu acesso a lanches e refeições de melhor qualidade. Caso não tenha saco ou não saiba cozinhar, um jeito é assinar algum serviço de entrega de marmitas em casa no almoço.

Transporte: dá pra economizar uma boa grana com isso trabalhando de casa. Afinal, você vai se utilizar menos de transporte público ou pode até dispensar o carro ocioso na garagem, utilizando-se de outras alternativas mais “sob demanda”, como táxi, Uber ou Cabify.

Rotina, adaptação e disciplina

De uma certa forma, ter um chefe às vezes é algo que facilita as coisas. Afinal, se você não chegar no horário e produzir de um certo jeito e quantidade, lá vem alguém cobrar. Então, ou você agiliza e resolve, ou é demitido. Os limites e obrigações acabam sendo mais claros.

Quando você é um freelancer trabalhando de casa, nem sempre é assim. Ainda que seus clientes acabem sendo seu chefe, não é como se alguém de fato estivesse vigiando seus horários e rotina. Seu cliente simplesmente não se importa se você fez o trabalho de madrugada ou durante o dia comendo Doritos de cueca.

O regime remoto acaba tendo essa sementinha que facilita o surgimento de maus hábitos.

É fácil se pegar parando meia horinha pra jogar videogame, ver um episódio de House of Cards, passear com o cachorro ou talvez aceitar aquela cervejinha rápida e deixar seu trabalho sempre pra depois. De repente, o prazo termina, você corre, vira a noite e faz uma entrega ruim.

Os convites vão chegar, a falta de vontade vai surgir, você vai ter preguiça de trabalhar, vão aparecer problemas e algumas pessoas vão até querer se aproveitar da sua suposta disponibilidade.

Além disso, pode ser que o ambiente doméstico em si não seja a sua praia. Talvez, um café seja melhor. Ao mesmo tempo, talvez o café não ajude. Uma outra alternativa pode ser um coworking. Um jeito de lidar com isso é testar diferentes locais para trabalhar e ver em qual configuração você rende melhor.

Leonardo Ornelas, Especialista de Marketing Centro-Oeste da Red Bull, passou por uma experiência do tipo:

“Tem algumas pessoas com um dom especial que conseguem manter a produtividade lá no alto mesmo trabalhando de casa. Eu definitivamente não sou uma delas. Tive que buscar alternativas para o meu dia-a-dia.

Comecei a trabalhar de alguns cafés aqui em Brasília. Foi uma experiência legal: bom café, pessoas ao redor, comida boa. Mas também tinha seus pontos negativos: wifi ruim, muito barulho em alguns momentos, e a conta de pelo menos R$30 todo dia. A minha sorte é que um grande amigo tinha uma mesa sobrando em seu escritório compartilhado e me convidou para trabalhar de lá.

Mesmo não sendo o meu escritório com os meus coworkers, minha produtividade voltou aos 100%.

Minha dica de ouro é que você experimente diversas alternativas de lugares para trabalhar, mas que faça isso rápido. Passei 1 mês até descobrir que home office não era pra mim. Mais 1 mês pra ver que o café também não daria certo. Poderia ter feito isso em 2 semanas, e ter economizado 1 mês e meio de improdutividade. Shit happens.”

Organize-se, blinde-se de distrações e tenha foco no momento em que estiver com a mão na massa. Disciplina é essencial.

Prospecção como atividade regular

Quando você está em uma empresa, é bem provável que alguém saia todos os dias pra colocar projetos e, consequentemente, dinheiro na casa. Assim, você pode focar apenas na sua parte do trabalho.

Caso não seja você essa pessoa, então, algum esforço vai ter de investir para que, ao final de um projeto, você não fique sem trabalho.

Lucas Cerro é designer de produto freelancer desde 2006 e, segundo ele, a mudança mais marcante ao mudar a forma de trabalhar foi incluir prospecção como uma atividade regular. “Principalmente quando se é novo no mercado e não tem um “nome feito”, saber equilibrar o tempo trabalhando e o tempo procurando novos trabalhos é fundamental pra ter grana todo mês.

Cuidado para não perder a mão (não seja um workaholic)


O paradoxo do trabalho flexível é que ele costuma ser maleável pra mais, raramente pra menos.

Você dá uma procrastinada durante o dia, depois perde a noção do tempo, vira a madrugada, mas tem ainda mais trabalho pela manhã, fica desesperado, come mal e, com o tempo, vai adoecendo. Não seja essa pessoa.

Horário flexível e liberdade são, sim, benefícios do trabalho remoto, mas é essencial não deixar virar caos. Às vezes você acaba ficando imerso e exagera no foco em uma tarefa, mas lembre-se de equilibrar as coisas.

Imponha-se horários, dê pausas, levante para respirar e desanuviar. Dedique foco e evite que uma tarefa se estenda por mais do que o necessário.

Um ponto a se lembrar é o de não deixar sua alimentação e sono desregularem por conta de falta de horários a cumprir.

Além disso, muito tempo exposto à luz azulada das telas de computador, celulares e tablets tendem a piorar a qualidade do sono. O F.lux é um aplicativo que gerencia a coloração das telas de acordo com o horário pra impedir que seu ciclo circadiano fique bagunçado. Vale o teste.

Tenha métodos de controle e organização

Eu uso o Todoist, mas já usei bastante o Trello. Há quem use métodos analógicos, como cadernos e quadros.

Há quem seja uma metralhadora de tarefas e quem prefira se planejar para apenas uma coisa por dia.

É importante experimentar, conhecer sua forma de trabalhar e saber em quais cenários e condições você consegue produzir melhor.

Aqui uma pequena lista de métodos para você ter por onde começar:

É difícil definir um padrão quando o assunto é um método de controle de produtividade. Há milhões de jeitos e todos podem funcionar ou não pra você. Mais do que ser fiel a um esquema, o importante é ficar com aquilo que funciona, não interessa se você está seguindo a ideia do esquema à risca, ou se fez uma salada. O que vai fazer a diferença é ter cumprido seus prazos e promessas ao final do dia.

Vale frisar também que os dias são imprevisíveis, não importa quão bem você tenha se planejado.

A Mai Dornelles, jornalista freelancer, tem uma dica sobre isso. “Mantenho sempre meus compromissos (profissionais e pessoais) em agendas on line (outlook, google agenda) com lembretes sincronizados no celular para pelo menos 2 dias antes. Dessa forma, sempre consigo cumprir os prazos.”

Seu método de produtividade não é perfeito e no mundo real as coisas não acontecem conforme planejado. Sempre vai existir aquele telefonema ou tarefa inesperada que vai mudar seus planos. Então, tenha flexibilidade, saiba que vai sair tudo diferente, mas isso não quer dizer que deu tudo errado. Relaxe e a vida continua.

Merdas (sempre) acontecem

Ainda que não dê pra prever tudo, com um pouco de planejamento é possível minimizar os danos de merdas que podem acontecer.

E, acredite, merdas acontecem o tempo inteiro.

Vai faltar internet, vai faltar energia, seu notebook vai pifar, você vai ficar doente. Essas coisas rolam muito. Você pode não saber quando elas vão acontecer, mas é importante estar preparado e ter um plano de contingência pra cada uma delas.

Sei que é o básico, mas segundo o Banco Central, apenas 12% dos brasileiros tem uma reserva financeira. E, como sabemos, a maior parte dos problemas tem grandes chances de demandar que você coloque a mão no bolso. Essa é a pior parte, quase sempre: ter de gastar uma grana que você não pensou que precisaria. Assim, você acaba tendo que pagar juros de cheque especial, pegar um empréstimo ou ficar devendo no cartão. Todas opções não muito agradáveis que só tornam a sensação de estar fodido ainda pior. Então, lembre-se de de manter uma reserva financeira. Vai salvar a pátria mais do que pensa.

Se faltar luz, água, ou tiver a internet cortada, tenha seu telefone em mãos para fazer as ligações e restabelecer os serviços. Mas também lembre de ter um local de emergência para trabalhar. Tenha ao seu alcance o endereço do café com Wifi mais próximo ou o telefone de algum amigo solidário para poder filar internet ou energia elétrica até as coisas se estabilizarem.

Se o notebook ou celular pifar. É, as máquinas não duram pra sempre. Hoje em dia, então, a obsolescência programada está cada vez mais cruel e o prazo de validade dos produtos eletrônicos cada vez menor. Esse é um daqueles casos nos quais ter uma reserva financeira vai salvar você de uma dívida e de juros. Infelizmente, muitos clientes não são lá tão compreensivos e um atraso de alguns dias enquanto sua máquina é consertada pode ser o fim do seu contrato. Portanto, se estiver ao seu alcance, pode ser útil ter uma máquina velha funcionando para executar seu trabalho no caso de uma emergência como essa.

Claro, vai existir aquele momento em que não tem jeito e o problema não vai ser resolvido rapidamente, como quando você acaba adoecendo. O telefone é seu melhor amigo. Utilize-o com o máximo de antecipação, para gerenciar a situação o mais cedo possível. Assim, você evita deixar a pessoa do outro lado esperando por algo que não vai acontecer e evita prejudicar seu cliente e minar a relação.

Nota: Esse artigo foi publicado originalmente no Papo de Homem e faz parte de uma série sobre Home Office que possui três partes e está sendo publicado às quintas.

A técnica de produtividade que vai salvar o seu dia, diminuir o cansaço e poupar stress

Um tomate para todos ajudar

Você talvez não saiba, mas você não foi feito nem pra ser interrompido a todo momento e nem para trabalhar sem descanso

Você senta, começa seu dia de trabalho. Então, abre os emails, responde mensagens, atende o telefone, aparecem pendências e começa a corrida pra resolver tudo. Além disso, ainda tem as tarefas que ficaram desde ontem e, agora, você tem uma montanha de coisas pra resolver enquanto precisa se manter acessível e responder aos mil chamados que continuam acontecendo dia adentro.

Quando a noite vem chegando, bate o desespero de final de tarde, você finalmente se esforça mais ainda, mata algumas das tarefas, mas não tem jeito, precisa deixar algumas coisas pra amanhã.

Mas aí, quando você chega pra labuta de novo, abre os emails, responde mensagens, atende o telefone, aparecem pendências e começa a corrida pra resolver tudo…

Essa é a história da minha vida.

Ao final do dia, eu estava exausto, moído, incapaz de qualquer coisa. Sem contar a frustração de ver a pilha de tarefas crescer cada vez mais.

Sei que cada pessoa tem as suas particularidades, mas se você tem uma rotina parecida com a minha, pode ser que a dica que vou dar seja útil pra você.

Ser interrompido não só atrapalha como faz mal

Antes as distrações e interrupções fossem só um problema do trabalho.

A realidade é que, hoje, estar em um ambiente protegido e favorável ao foco é difícil, é nadar contra a corrente.

Nossa cultura valoriza e disputa a moeda mais escassa do nosso tempo: a atenção. Todo mundo quer um naco dela, a começar pela publicidade, passando por vendedores, programas de televisão, filmes, música, aplicativos de celular e, claro, nossos empregadores e colegas de trabalho.

A realidade é que você pode dispor de dinheiro praticamente infinito, mas sua atenção, seu tempo, nunca poderão ser esticados ou multiplicados. Cada segundo que passa é único e você jamais terá outro pra colocar no lugar.

Ao olharmos para as interrupções, é muito fácil acusar todo o mundo pela nossa falta de foco, mas a realidade é que pesquisas indicam que as pessoas interrompem a si mesmas durante o trabalho quase tanto quanto são interrompidas. Cerca de 44% das interrupções são por causas próprias, segundo Gloria Mark, PhD e professora na Donald Bren School of Information and Computer Sciences da Universidade da California.

Alô, trabalho multitarefa? Talvez não seja uma boa ideia.

Gloria também afirma que quem tem a sensação de ter seu dia de trabalho sugado por interrupções, provavelmente está certo. Segundo ela, você demora em média 23 minutos para retomar o foco após uma interrupção. Ou seja, bastam umas 20 interrupções para o seu dia inteiro desaparecer na sua frente.

um estudo que diz que interrupções diminuem seu QI em até 50%. E outro que fala que pessoas submetidas a interrupções de 2.8 segundos ao executar uma tarefa cometeram o dobro da quantidade de erros que outras que não foram interrompidas.

Ainda segundo Gloria e sua pesquisa, as interrupções no trabalho têm um custo real que vai além da diminuição da produtividade: um aumento significativo nas taxas de esforço, frustração, pressão e estresse.

Além disso, há sinais de que ser constantemente interrompido no trabalho pode levar a aumentos da irritabilidade e ansiedade.

Ou seja, trabalhar focado pode ser melhor não só pra sua produtividade, como para a sua saúde.

Nem tanto ao norte, nem tanto ao sul

Mas é preciso tomar cuidado para não cair em um outro extremo.

Trabalhar focado por tempo demais, sem descanso, pode levar a um outro problema, a Fadiga de Atenção.

Como falei aqui em cima, vivemos em um mundo repleto de fenômenos pululando na nossa frente o tempo inteiro. Então, é raríssimo estar em um ambiente que nos ofereça o isolamento necessário para focarmos sem nos preocupar com o que acontece ao nosso redor.

Assim, quando trabalhamos de forma focada em algo, o cérebro não só gerencia a atividade em si, como reserva recursos para isolar os estímulos externos, evitando que nos distraiamos. Claro que isso tem um custo de energia. Com o tempo e quanto mais distrativo for o ambiente, mais recursos de “força de vontade” nós consumimos. O resultado é que, ao final, você fica esgotado, fatigado.

Por isso, você precisa de períodos de descanso, para o cérebro se recuperar.

Ou seja, excesso de foco também é uma má ideia.

Apresento o método Pomodoro


O método Pomodoro mudou minha vida. É tão efetivo que não sei como não se fala mais nele.

Eu mesmo passei por diversos problemas com distrações e sempre que preciso dar um gás e produzir direito, recorro ao Pomodoro.

Então, primeiro, uma explicação simples.

O Pomodoro não é bem um sistema de produtividade, mas um sistema de gerenciamento de tempo.

Ele consiste em trabalhar por curtos estirões focados e dar ao cérebro um intervalo para se recuperar.

Normalmente, delimita-se 25 minutos em um despertador ou timer. Você desliga o celular, fecha todas as abas, ignora o resto do mundo e faz o que tem de fazer. De repente, o relógio vai tocar. Então, é hora de levantar, tomar um café, ir ao banheiro, se alongar, enfim, qualquer coisa não relacionada a trabalho.

Depois de uns 5 minutos, você senta e repete o processo.

Após quatro Pomodoros (que é como se chama esse tempo de trabalho), você tira um descanso maior, de uns 15 minutos ou um pouco mais (eu mesmo tiro meia hora).

Quanto mais simples a implementação, melhor, então, vejo muita gente por aí recomendando um timer de cozinha para marcar seus Pomodoros, por ser um objeto externo que vira uma espécie de lembrete e até um aviso para seus colegas não te interromperem. Mas também há inúmeros aplicativos que fazem o serviço, como o Focus Booster, PomoDone, Pomodoro Keeper, Tomighty, Pomodoro.cc e Pomodoro Time Pro, só pra citar alguns.

Claro que há limitações, não vai ser possível usar o sistema em todos os casos. Em um trabalho no qual você tenha de responder imediatamente aos chamados, o Pomodoro vai ser inútil ou impossível de ser implementado.

O bom é que esse sistema permite a você alguma flexibilidade.

Com o tempo, percebi que a minha rotina não era muito compatível com a ideia de compartimentar o tempo inteiro do meu dia. Então, passei a não planejar o meu tempo de trabalho só em Pomodoros, mas também inseri um bom tempo para resolver tarefas que não demandem tanta concentração.

Ou seja, meu dia é separado em uma certa quantidade de Pomodoros, que é quando eu escrevo, por exemplo. Normalmente, uns 4 ou 5. Não mais que isso.

Sim, é difícil não ser interrompido, mas garanto que produzo mais nesse pouco tempo focado do que em um dia inteiro solto.

Assim, depois de planejar alguns Pomodoros, o resto do dia eu deixo livre para o que der e vier.

Pra mim, o lucro foi conseguir produzir de forma mais efetiva e, principalmente, com menos estresse.

Então, revisando:

1. Escolha uma tarefa;

2. Configure um despertador ou timer para 25 minutos;

3. Sente e trabalhe, não dê trela a nenhuma interrupção. Se for algo importante, anote em um caderninho e só dê atenção a ela depois;

4. Quando o despertador tocar, marque sua tarefa ou Pomodoro como feitos;

5. Dê uma pequena pausa de uns 5 minutos. Levante, vá ao banheiro, tome uma água ou café;

6. A cada 4 Pomodoros, dê uma pausa mais longa, de uns 15 a 30 minutos.


E vocês, como gerenciam distrações? Estou aceitando dicas.

E, como sempre, espero que o texto tenha sido útil. 😉